sábado, 16 de junho de 2012

365 DIAS DE ARTE

Baile no Moulin de la Galette

Pierre-Auguste Renoir

Para pintar a obra, Renoir convenceu amigos e trabalhadores locais a posar.


Baile no Moulin de la Galette, de Pierre-Auguste Renoir, é uma pintura do século XIX que pode ser encontrada no charmoso Museu d'Orsay, em Paris. 
Para pintar esta complexa obra, Renoir convenceu amigos pintores e escritores, além de trabalhadores locais, a posar. Mesmo sendo "fabricado" por Renoir, o quadro capta bem a atmosfera ruidosa e boêmia do bairro parisiene Montmartre.
Renoir usou pinceladas de cores vibrantes para transmitir o dinamismo do baile. Repare, cada um faz algo diferente, a pintura tem um movimento surpreendente. O pintor é tão detalhista que pintou um clima de flerte entre o personagem de chapéu amarelo encostado na árvore com a madame de azul claro.
Outro detalhe interessante da obra é o vestido branco da dançarina à esquerda. As ágeis pinceladas de Renoir captam o efeito da luz do sol e das sombras que caem sob o vestido da personagem.
O quadro, no entanto, foi recebido de forma controversa: houve aplausos e críticas. Talvez pela receptividade ambígua da obra, Renoir passou a se distanciar do impressionismo e a tentar expor suas obras no Salão de Paris.
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Ficha Técnica - Baile no Moulin de la GaletteAutor: Pierre-Auguste Renoir 
Onde ver: Museu d'Orsay, Paris, França. 
Ano: 1876 
Técnica: Óleo sobre tela 
Tamanho: 1,31m x 1,75m 
Movimento: Impressionismo.

Prof. Alexandre Ramos
PC EF Ciclo II


RESUMO DE OBRAS LITERÁRIAS UTILIZADAS NOS MAIORES VESTIBULARES DO BRASIL

Vidas Secas

Graciliano Ramos

Vidas Secas, de Graciliano Ramos, retrata as condições de miséria e as dificuldades

Vidas Secas, de Graciliano Ramos, retrata as condições de miséria e as dificuldades enfrentadas por Fabiano e sua família durante o período da seca, em uma representação fiel da grande maioria dos camponeses e nordestinos do Brasil.
Escrita em 1938, Vidas Secas narra a história de uma típica família de nordestinos, sobreviventes das secas. Ambientada no semi-árido do nordeste brasileiro, o livro conta apenas um dos ciclos de peregrinação da obra dividido em 13 capítulos, iniciando com a “Mudança” e terminando com a “Fuga” – o que deixa no leitor a sensação de que as mesmas dificuldades enfrentadas durante o livro ainda se repetirão diversas vezes em sua jornada.

O enredo de Vidas Secas

Fabiano e sua família, moradores do sertão nordestino, fogem da seca em busca de uma vida melhor.

Os personagens de Vidas Secas

Fabiano: nordestino, pai de família e pobre. É um homem de poucas palavras e sem nenhuma instrução. Tenta fazer o melhor por sua família, mas volta e meia se compara aos bichos com os quais convive.

Sinhá Vitória: mulher de Fabiano, mulher trabalhadora que só quer ter a oportunidade de dar uma vida melhor aos filhos. Ama e acompanha o marido por onde quer que ele vá.

Filho mais velho: é uma criança sofrida, que acompanha os pais em suas andanças. A única amiga que possui é a cachorra baleia, e seu vocabulário é tão curto quanto o de um papagaio da família, mas ainda assim é um garoto curioso.

Filho mais novo: tem em seu pai um ídolo, deseja ser como ele e realizar grandes feitos.

Baleia: a cachorra companheira de todas as horas, em muitos momentos, comparada a um ser humano, é sacrificada por Fabiano, por acreditar que ela esteja infectada com raiva.

Síntese de Vidas Secas

Para fugir da seca, Fabiano e a família partem rumo ao sul, acompanhados por Baleia e pelo papagaio, que é sacrificado para virar refeição. Após muito tempo de caminhada, encontram uma fazenda abandonada onde decidem se instalar.
Neste ponto, Fabiano começa a sonhar com uma vida melhor, ser um fazendeiro, dar uma vida melhor aos seus filhos, eis que chega o dono das terras exigindo o que é seu por direito, e oferece a Fabiano um emprego de caseiro na fazenda, que faz com que ele se sinta um bicho novamente.
O período em que passam por lá é bom e começa um período de auto-descoberta para Fabiano. No entanto, com a chegada de uma nova estação de secas, a família decide que aquele lugar não mais será o seu lar, e partem em nova peregrinação.

Desenvolvimento da obra Vidas Secas

Durante sua peregrinação, Fabiano finalmente se dá conta de como o mundo é injusto e de que as pessoas de classes sociais diferentes podem machucá-lo, humilhá-lo e roubá-lo porque assim o querem. Sua pobreza e falta de instrução faz com que a distância que separa a ele e sua família das outras pessoas aumente cada dia mais, tornando-os cada vez mais “bichos” e menos “gente”. Ao final, quando ele decide mais uma vez se mudar e fugir da seca, começa a sonhar novamente com uma vida melhor para a esposa e para os filhos.

Problemática da obra Vidas Secas

Demonstrar a pobreza excessiva, a miséria e as dificuldades pelas quais passam os sertanejos nordestinos.

Clímax da obra Vidas Secas

Sem dúvida, o clímax está no capítulo 10, no qual Fabiano se descobre enganado e roubado por seu patrão. Após todas as humilhações sofridas por ele e sua família, ainda percebe como foi enganado por alguém que julgou confiar. Quem percebe o “erro” na contas é Sinhá Vitória, e este momento é tão decisivo quanto a seca que se aproxima para que decidam abandonar tudo outra vez e começar uma nova peregrinação.

Desfecho da obra Vidas Secas

O livro termina com o começo de uma nova peregrinação, em busca de novos sonhos, novas terras e novas oportunidades. Um retrato triste, porém fiel da vida dos retirantes, sempre errantes, sempre fugindo das secas.

A linguagem de Vidas Secas

A linguagem é marcada por frases curtas, palavras simples, que remetem à secura do sertão. Tal qual a terra e o cenário, duro e sem vida, são os diálogos, quase inexistentes entre os personagens.

O espaço/tempo em Vidas Secas

A obra é ambientada no Sertão Nordestino, e o tempo utilizado em sua contextualização é mais psicológico do que cronológico, não havendo referências ao ano exato no qual se encontra.

Narrador e foco narrativo de Vidas Secas

Graciliano Ramos utilizou o recurso narrativo em terceira pessoa intercalando-o com o discurso indireto livre, na qual falas das personagens se misturam com as do narrador.

Contexto histórico de Vidas Secas

O livro Vidas Secas foi escrito em 1938, menos de dez anos após a Crise de 1929, em uma época em que os efeitos ainda podiam ser notados. Levando a população a temer seus efeitos em longo prazo. Neste sentido, o autor buscava denunciar as condições de miséria na qual se encontrava a grande maioria dos nordestinos.

Escola literária de Vidas Secas

Neorealismo.

Sobre o autor de Vidas Secas

Graciliano Ramos nasceu em 1892, na cidade de Quebrangulo, Alagoas. Foi um importante romancista, jornalista, político e cronista do século 20 merecendo destaque por obras que denunciavam a situação de miséria vivida por grande parte dos nordestinos. Entre os livros mais conhecidos estão Caetés, Memórias do Cárcere e Viventes de Alagoas. Morreu em 1953, na cidade do Rio de Janeiro.

Outras fontes

Vidas Secas (filme), 1963, Brasil. Com direção de Nelson Pereira dos Santos.


Prof. Alexandre Ramos
PC EF Ciclo II

quarta-feira, 13 de junho de 2012

RESUMO DE OBRAS LITERÁRIAS UTILIZADAS NOS MAIORES VESTIBULARES DO BRASIL

Viagens na Minha Terra

Almeida Garret


“Viagens na Minha Terra“ faz parte de uma viagem que o narrador - identificado como o próprio Almeida Garret - faz a Santarém lançando seu olhar sobre Portugal do século XIX. Paralelamente, o autor apresenta na obra o romance de Carlos e a menina Joaninha, símbolos de pureza e heroísmo. 
Escrita por Almeida Garret em 1846, “Viagens na Minha Terra“ é um romance em prosa que conta o romance entre Joaninha e seu primo Carlos. A história é narrada em meio a uma viagem do autor por Portugal.


O enredo de Viagens na Minha Terra

Durante a viagem em Portugal, o narrador faz divagações paralelas que o leva a centrar-se no drama de amor entre os personagens Carlos e Joaninha, a “menina dos rouxinóis”.
No romance, a menina tinha apenas a avó. Semanalmente, ela recebe a visita do Frei Dinis, que traz notícias de Carlos - seu primo integrante do grupo de D. Pedro, e filho da avó.
O frei e a senhora guardavam um segredo sobre Carlos, que depois de formado em Coimbra volta para visitar a família. No entanto, a guerra civil progredia e os constitucionalistas tomaram o poder em Lisboa. Nesta mesma época, a casa de Joaninha foi tomada por soldados realistas - grupo que Carlos integrava - que vigiavam a passagem dos constitucionais.
Em meio a isto, Joaninha e Carlos estavam escondidos. Neste momento, eles se abraçam e trocam juras de amor. Contudo, o rapaz já havia elegido Georgina como sua fidalga, ficando com a mente confusa.
Ferido, o personagem masculino fica alojado próximo da casa de Joaninha passando a encontrarem-se inúmeras vezes. Já recomposto, ele pede para a avó que conte a verdade sobre o segredo. Então, ela revela que o Frei Dinis é pai de Carlos, que a sua mãe morreu de desgosto e, para se defender, Frei Dinis mata o pai de Joaninha e o marido da sua amante. Sabendo da verdade, Carlos parte deixando Joaninha e voltando a viver com Georgina.
O tempo passa, Carlos é nomeado barão e abandona Georgina. Sem o amor de sua vida, Joaninha enlouquece e morre. Frei Dinis cuida da senhora até a morte. Neste ritmo, em meio ao romance, a viagem de Garrett por Portugal tem fim, assim como a obra.
Os personagens de Viagens na Minha Terra Frei Dinis é absolutista, enquanto Carlos representa o espírito renovador e liberal. Joaninha e Georgina representam o ideal moral da sociedade. A avó, dona Francisca, representa Portugal e a prudência.

Síntese de Viagens na Minha Terra

O livro “Viagens na minha terra” é considerado um ápice da prosa de Almeida Garret, pois reúne relatos de viagens, ensaio e ficção, o que torna a obra de difícil classificação.
A obra analisa a situação política e social de Portugal pela simbologia seus personagens masculinos: o fracasso de Carlos também é a do país, que acabava de sair da guerra civil.

Desenvolvimento da obra Viagens na Minha Terra

A história se desenvolve a partir de uma viagem de comboio entre Lisboa e Santarém.

Problemática da obra Viagens na Minha Terra

Carlos descobre o segredo de família, que Frei Dinis é seu pai.

Clímax da obra Viagens na Minha Terra

Quando Carlos abandona Joaninha e se casa com Georgina.

Desfecho da obra Viagens na Minha Terra

Carlos torna-se barão e deixa Georgina, enquanto Joaninha enlouquece e morre.

A linguagem de Viagens na Minha Terra

Linguagem informal e formal. Há metáforas.

O espaço/tempo em Viagens na Minha Terra

Viagem de Lisboa a Santarém durante o século XIX.

Narrador e foco narrativo de Viagens na Minha Terra

Obra narrada em terceira pessoa.

Contexto histórico de Viagens na Minha Terra

Guerra civil portuguesa entre constitucionalistas (representados por D. Pedro I) e absolutistas (representados por Miguel I).

Escola literária de Viagens na Minha Terra

Romantismo.

Sobre o autor de Viagens na Minha Terra

Almeida Garrett nasceu na cidade do Porto, Portugal, em 1799. Morreu em 1854, em Lisboa. Autor do romantismo, também da política local, escrevendo sobre o assunto. Ele estudou Direito e teve um papel ativo na vida cultural daquele país, sendo responsável pela criação de um teatro nacional e de uma escola de formação de artistas. Entre suas obras estão Miragaia, Retrato de Vênus e Folhas Caídas.

Por: Alexandre Ramos
PC EF Ciclo II

365 DIAS DE ARTE

Barco com Bandeirinhas e Pássaros, de Alfredo Volpi


Barco com Bandeirinhas é uma obra-síntese de Alfredo Volpi. Pois ela apresenta bandeirinhas e geometricidade, duas coisas pelas quais Volpi era apaixonado. 
Embora tenha nascido na Itália, Alfredo Volpi imigrou ao Brasil com 2 anos e sempre dizia que seu coração era brasileiro. O pintor adorava misturar cores em telas com essência geométrica.

Na obra Barco com Bandeirinhas e Pássaros, percebe-se bem estas paixões de Volpi. A pintura é vívida, alegre, rítmica e leve; com cores misturadas. As bandeirinhas, claro, estão presentes. O pintor brasileiro também usa os pássaros para dar uma impressão de movimento ao barco.
A ideia de pintar bandeirinhas veio de uma vez em que Volpi estava com sua mulher passeando em um sítio no interior de São Paulo. Era época de Festa Junina e o espírito observador do artista o fez incorporar as bandeirinhas em seu trabalho.
Volpi anunciou esta fase da seguinte maneira: "A gente se desliga e então só passa a existir o problema da linha, forma e cor. Minhas bandeirinhas não são bandeirinhas; são só o problema das bandeirinhas".


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Ficha Técnica - Barco com Bandeirinhas e Pássaros
Autor: Alfredo Volp 
Onde ver: Museu de Arte Contemporânea/USP, São Paulo 
Ano: 1955 
Técnica: Têmpera sobre tela 
Tamanho: 54,2cm x 73cm 
Movimento: Modernismo

GRÊMIO ESTUDANTIL "FORÇA JOVEM" 2012

Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre. (Paulo Freire)

A Campanha





Dia "D" - Eleição








Presidentes das 2 chapas, Vice-Diretora Vera Lúcia e Eliana Alves Bibliotecária na finalização dos trabalhos, prontos para apuração dos votos.

ESTA É A EE JOSÉ JUSTINO DE OLIVEIRA - NOSSO AMBIENTE ESCOLAR

"As escolas, fazendo que os homens se tornem verdadeiramente humanos, são sem dúvida as oficinas da humanidade." (Comenius)

Profª "Bel" e alunos - Sala de Recursos


Profª Silvana e alunos - Educação Física


Prof. "JR" e alunos - Química e Biologia


Profª Marlene e alunos - Ciências e Prof. Auxiliar Matemática


Profª Vânia e alunos - Arte


Anália, Zilda e Eliana - exemplos de colaboração e dedicação - as agentes "braços direitos"


Prof. Eugênio e alunos - Matemática


Profª Maria Angélica e alunos - Arte


Profª Carol e alunos - Língua Portuguesa


Prof. Mateus e alunos - Filosofia


Profª Emiliana e alunos - Língua Portuguesa


Profª Ana Rita e alunos - Geografia / Sociologia


Profª Gabriela, Profª Deca e alunos - Geografia e História


Profª Simone e alunos - História


Prof. Paulo e alunos - Matemática


Existem mais profissionais envolvidos no bom desenvolvimento e desempenho da nossa Unidade Escolar, mas isso fica para a próxima postagem!!!!!

REUNIÃO DE PAIS E MESTRES E COMEMORAÇÃO AO DIA DAS MÃES - 1º BIMESTRE 2012

"Observa o teu culto a família e cumpre teus deveres para com teu pai, tua mãe e todos os teus parentes. Educa as crianças e não precisarás castigar os homens". (Pitágoras)














sexta-feira, 8 de junho de 2012

365 DIAS DE ARTE

A Encantadora de Serpentes

Henri Rousseau

A Encantadora de Serpentes é uma tela do artista autodidata Henri Rousseau.


A Encantadora de Serpentes é uma tela do artista autodidata Henri Rousseau encomendada pela mãe do pintor Robert Delaunay. Numa selva iluminada somente pela lua, uma personagem misteriosa toca uma flauta, hipnotizando serpentes e até o flamingo ao seu lado. 
Rousseau uma vez foi aconselhado a deixar que a natureza fosse sua única professora. E ele seguiu este exemplo para a vida toda. Mesmo nunca tendo saído da França, o pintor retratava selvas com uma veracidade assustadora. Para treinar, ele ia ao "Jardin de Plantes" de Paris e lá fazia diversos rascunhos da natureza. 
A ingenuidade, o uso ritmado de elementos decorativos e o uso de cores vivas são típicos do Primitivismo. As técnicas autodidatas de Henri Rousseau chegaram a influenciar a nova geração de artistas que estava por vir.

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Ficha Técnica - A Encantadora de Serpentes:

Autor: Henri Rousseau 
Onde ver: Museu d'Orsay, Paris, França 
Ano: 1907 
Técnica: Óleo sobre tela 
Tamanho: 1,69m x 1,89 
Movimento: Primitivismo

RESUMO DAS OBRAS LITERÁRIAS MAIS UTILIZADAS NOS VESTIBULARES

Til, de José de Alencar


Til pertence à fase regionalista de José de Alencar.

Segredos antigos, desencontros amorosos e renúncias são marcas do romance regionalista Til, de José de Alencar. A obra mostra o cotidiano de uma fazenda paulista do século XIX. 
Escrita em 1872 por José de Alencar, Til pertence à fase regionalista do autor. Na obra, são retratados os costumes, a linguagem e a vida rural da época abordando a inocência, o amor, a fragilidade, a idealização da natureza e a subjetividade.

O enredo de Til

Em um passeio pela fazenda, Berta - jovem pequena, esbelta - e Miguel - alto, ágil e robusto - encontram Jão Fera, com fama de bandido. Após um desentendimento entre eles, Jão vai embora a pedido da menina. Os dois amigos vão ao encontro de Linda e Afonso, irmãos gêmeos e filhos de Luís Galvão, homem inteligente, e de Ermelinda. Linda ama Miguel, mas Berta e Miguel já se amam. Contudo, para não ver o sofrimento da amiga, Berta faz de tudo para que Miguel fique com Linda. 
Todos gostavam muito de Berta - apelidada de Til -, pois era alegre e de bom coração. Num outro trecho da obra, ela visita constantemente Zana, uma mulher com problemas mentais. Brás, menino de 15 anos, também com problemas mentais tentar matar Zana por sentir ciúme de Berta, mas não consegue. 
A história é marcada por tentativas de assassinatos. Pelo assassinato de Aguiar, seu filho oferecera uma recompensa a quem matar o assassino Jão Fera. Já o personagem Barroso e seu bando planejam provocar um incêndio na casa de Luis Galvão para matá-lo e, depois, apagando o incêndio Barroso pretende oferecer seus serviços à viúva e conquistá-la, vingando assim a traição do passado, pois ficaria com a esposa daquele que manchara a honra de sua esposa Besita. 
Ribeiro que trocara seu nome para Barroso tinha agora uma irrupção no rosto, Jão e Ribeiro tinham-se visto poucas vezes na época de Besita, por isso não se reconheceram quando se encontraram. 
À noite João, Gonçalo, o pajem Faustino e Monjolo, trancam a senzala e ateiam fogo no canavial, Luis tenta apagar o fogo e é agredido pelas costas por Gonçalo, mas Jão o salva, e mata os três bandidos. Barroso foge e, conforme o combinado, Jão se entrega ao filho de Aguiar, diz que irá pra onde ele quiser desde que ninguém toque nele, pois se isso acontecer está desfeito o acordo e ele estará livre novamente. Os capangas tentam amarrá-lo, ele espanca todos e vai embora. Barroso que ficara sabendo dessa prisão volta para tentar matar Berta, Jão que estava solto novamente consegue pegá-lo e o mata de forma violenta. 
Brás que presenciara tudo leva Berta pra ver a cena, mas ela foge horrorizada, enquanto Jão se entrega a polícia. Luís resolve contar tudo a esposa, ela chora e decide que ele deve reconhecer Berta como filha. Eles contam tudo a Berta, omitindo, porém as circunstâncias desagradáveis, Berta sente que estão escondendo algo. 
Jão foge da prisão e procura Berta, ela o faz prometer que nunca mais matará ninguém. Ele fala de Besita sua mãe e ela lhe implora que conte tudo. Ele assim o faz, revelando que Besita casou-se com Ribeiro que desapareceu logo depois do casamento. Alguns meses depois, Besita é avisada por Zana que seu marido chegara. Como era noite, no escuro ela se entrega às caricias do marido, e depois descobre que não era ele e, sim, Luís Galvão. Jão pensa em matá-lo por isso, mas ela o impede. Meses depois Luís casa-se com D. Ermelinda e nasce Berta, filha de Besita. 
Um dia Besita pede a Jão que vá comprar coisas para o bebê. Durante sua ausência, aparece Ribeiro, que a acusa de traição e a estrangula. Neste momento, Jão chega e consegue salvar Berta, mas Ribeiro foge. 
Luís quer que Berta vá morar com ele e sua família em São Paulo, mas ela se nega e pede que leve Miguel que ama Linda. Miguel tenta convencê-la a ir junto, mas ela recusa, ficando no interior.

Os personagens de Til

A principal personagem da obra é Berta, que recebeu o apelido de Til, pois quando aprendeu a ler achava o acento til gracioso. Miguel é um rapaz robusto e apaixonado por Berta. Jão Fera tem fama de bandido, mas é o personagem que salva Berta e Luis Galvão, dono da fazenda em que a história é ambientada.

Síntese de Viagens Til

Til é uma narrativa que envolve os personagens Berta, Miguel, Linda e Afonso. Eles são adolescentes despreocupados. Regionalista, a obra supervaloriza o interior do Brasil e da vida bucólica. Til é o apelido de Berta, a heroína capaz de imensos sacrifícios por um ideal.

Desenvolvimento da obra Til

A história se desenvolve na fazenda no interior de São Paulo em meio a uma história de amor e descobertas sobre o passado de Berta.

Problemática da obra Til

A filha de Besita é fruto de uma noite de amor com Luís Galvão, imaginando que ele é seu marido que voltara de viagem.

Clímax da obra Til

Quando Jão Fera revela o segredo sobre a mãe de Berta.

Desfecho da obra Til

Luís e a família se mudam para São Paulo, enquanto Berta fica no interior do Estado.

A linguagem de Til

Regionalista.

O espaço/tempo em Til

A história se passa no interior paulista, em uma fazenda do século XIX.

Narrador e foco narrativo de Til

Obra narrada em terceira pessoa.

Contexto histórico de Til

No ano de publicação da obra, o Brasil estava às voltas com a aprovação da Lei do Ventre Livre, que garantia a liberdade a filhos de escravos nascidos no Brasil.

Sobre o autor de Til

José de Alencar nasceu em 1° de maio de 1829, em Mecejana, no Ceará, e faleceu dia 12 de dezembro de 1877, no Rio de Janeiro. Formou-se advogado, escreveu para jornais da época. Foi eleito deputado federal pelo Ceará e Ministro da Justiça. Alencar escreveu romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, obras teatrais, poesias, crônicas, romances-poemas de natureza lendária e escritos políticos. Sua principal obra é Iracema.

Por Prof. Alexandre Ramos
PC EF Ciclo II

quarta-feira, 6 de junho de 2012

TRABALHO DE EDUCAÇÃO FÍSICA - PROFª SILVANA

TEMA:   BOXE




UTILIZAÇÃO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS PARA CONTEXTUALIZAR E ENRIQUECER O TEMA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA. TRABALHO CONFECCIONADO PELOS ALUNOS.