domingo, 22 de julho de 2012

365 DIAS DE ARTE


O Homem de Sete Cores, de Anita Malfatti

O Homem de Sete Cores é uma célebre pintura da artista Anita Malfatti. A pintora ajudou a introduzir um novo tipo de arte no Brasil, o Modernismo.


Anita Malfatti foi uma das artistas mais incompreendidas do Brasil. Em sua viagem para Alemanha, Berlim, em 1910, teve contato com diversas vanguardas. A que mais lhe agradou foi o Expressionismo, estilo dinâmico que deforma as imagens e refletia a emoção do artista.
Em O Homem de Sete Cores, Malfatti aplicou as cores diretamente na tela. Ela não as misturava na paleta. A grande inovação da artista está em como ela usa as cores para exprimir sua emoção.
Como já dito, a pintora foi a maior representante do Expressionismo no Brasil. Por isso, através de obras deformadas e cores intensas, ela expressa toda a sua emoção pintando a figura que mais gostava de retratar: a humana.
Esta obra despertou grande admiração de Mário de Andrade, um dos maiores poetas modernistas do Brasil, e ele nem conhecia Malfatti ainda. Mais tarde, eles se tornariam grandes amigos.
Devido as diversas viagens internacionais que realizou (Berlim, Estados Unidos, Paris), Anita Malfatti foi influenciada por outras vanguardas e estilos de pintura, como o Cubismo e o Abstracionismo. Isso faz dela uma pintora realmente moderna, tendo incorporado diversas influências; embora seja claramente mais expressionista.
Porém, mesmo com todas estas influências, Anita Malfatti não deixou de ser brasileira. Ela trouxe estes estilos ao Brasil e deu seu toque pessoal de brasileira a eles. A prova disto é a pintura de hoje. Repare que, no fundo da tela, encontram-se elementos da natureza, como um girassol e folhas de bananeira; típicas da nossa natureza.

Ficha Técnica: O Homem de Sete Cores

Autor: Anita Malfatti
Onde ver: Museu de Arte Brasileira, São Paulo.
Ano: 1915 - 1916
Técnica: Carvão e pastel
Tamanho: 60,7cm x 45cm
Movimento: Modernismo

CURIOSIDADES DA MATEMÁTICA

Por que as antenas são parabólicas?

As antenas parabólicas têm o formato de uma curva chamada parábola, que está associada ao Gráfico da Função do Segundo Grau.


Definimos parábola a partir de uma reta "r" e um ponto "F", chamado foco, em um plano. A parábola de foco "F" e diretriz "r" é o conjunto de todos os pontos cuja distância à reta "r" é igual à distância ao ponto "F".
Como os sinais que recebemos de rádios ou de luz são muito fracos, quando "captados" pela parábola, ela os concentra em um único ponto, o foco, que os amplia naturalmente, para depois serem refletidos.

Extraído do site "Só Matemática"
www.somatematica.com.br
Acesso em 22/07/2012 às 19:43

TOME CIÊNCIAS

O surgimento do Universo

Existem várias explicações sobre a origem do Universo. Há, sobre esse assunto, as explicações religiosas e as científicas. Trataremos aqui da visão científica, ou seja, de como os cientistas procuram explicar os fenômenos que observam no Universo. Não se sabe ao certo, mas os cientistas calculam que o Universo tenha começado a existir há cerca de 15 bilhões de anos. Parece impossível afirmar uma coisa dessas - 15 bilhões de anos é muito tempo!

O que levou os cientistas a pensarem que o Universo tenha tido um começo?

O telescópio Hubble, consegue captar a luz de estrelas que mostra como elas eram a bilhões de anos. Analisando a luz das estrelas, é possível saber a velocidade com que elas estão se afastando ou se aproximando de nós, sua composição química, idade, temperatura e massa, entre outros aspectos.
Os cientistas então descobriram algo inesperado: as galáxias estão se afastando da Terra!
Para você entender melhor o que está acontecendo, faça várias bolinhas de tinta com uma caneta sobre a borracha de uma bexiga (balão de aniversário) e comece a soprar. Veja o que acontece com a distância entre as bolinhas de tinta.
A análise da luz das estrelas mostra que as galáxias estão se afastando uma das outras, assim como as marcas feitas na bexiga. Isso acontece porque o Universo, como a bexiga de nosso exemplo, está se expandindo.
Mas se estão expandindo, podemos concluir que, no passado as galáxias estavam mais próximas. Quanto mais voltarmos no tempo, mais próximas elas estavam.
Podemos supor, então um momento em que toda a matéria do Universo estava compactada em um único ponto, infinitamente comprimida em temperaturas enormes. Foi então o que aconteceu o que os cientistas chamam de "A Grande Explosão" ou, em inglês, "The Big-Bang". Era o início do Universo, que teria ocorrido há mais ou menos 15 bilhões de anos.
Depois da grande explosão, a temperatura inicial, que era de mais de um trilhão de graus Celsius, começou a diminuir, e os átomos como formam a matéria hoje, se originaram, a partir dos prótons, elétrons e outras partículas. Primeiro, os átomos se agruparam em nuvens de gases. Cerca de um bilhão de anos depois, as primeiras estrelas e galáxias surgiram.

E antes do Big-Bang?

Os cientistas não sabem dizer. Como não havia nem tempo nem espaço antes da grande explosão, alguns acham difícil afirmar que havia alguma coisa anterior. Segundo eles, todo o Universo passou a existir só a partir da grande explosão.
Mas a ciência ainda não tem uma resposta para essa discussão. Como também não tem para o futuro do Universo.

Extraído do site "Só Biologia"
www.sobiologia.com.br
Acesso em: 22/07/2012 às 19:31

Na próxima postagem iremos abordar como surgiram as estrelas. Até mais!

UM POUCO DE... LÍNGUA PORTUGUESA!


sábado, 21 de julho de 2012

TOME CIÊNCIAS

O Universo

O que é universo?

Em noites sem lua, em locais pouco iluminados por casas, ruas e edifícios, podemos ver uma infinidade de pequenos pontos luminosos no céu: são as estrelas. Ao observar o céu a olho nú, conseguimos ver uma parte mínima do que chamamos de Universo. Já na observação do céu feita com o auxílio de um telescópio, é possível perceber que o número de corpos celestes é muito maior e também pode-se ver detalhes das formas e da cor dos astros. A atmosfera da Terra, contudo, limita a atuação dos telescópios terrestres, por este motivo são utilizados telescópios espaciais, como o telescópio "Hubble", para as pesquisas astronômicas mais sofisticadas. Além destes instrumentos para o estudo do Universo, os cientistas contam com equipamentos de informática para cálculos, tratamento de dados e imagens recebidas dos telescópios, simulações, etc.
Esses recursos possibilitaram responder à questão - o que compõe o Universo?
O Universo é composto por aglomerados de galáxias, com nebulosas, estrelas, cometas, planetas e seus satélites, e tudo que neles existe - no caso do planeta Terra, por exemplo, plantas, animais, rochas, água, ar, etc.
Compare as duas fotos abaixo:

Observação do céu com a ajuda de um telescópio.

Observação do céu a olho nú.

Nas próximas postagens, iremos aprofundar mais sobre o assunto. Fiquem atentos!

UM POUCO DE... LÍNGUA PORTUGUESA!




365 DIAS DE ARTE

Lavrador de Café, de Cândido Portinari
Lavrador de Café é uma das obras mais famosas de Cândido Portinari, que, por sua vez, é um dos pintores brasileiros mais célebres no exterior.

Em 1928, depois de ter participado em diversos concursos, Portinari foi premiado com uma quantia em dinheiro do governo brasileiro para viver em Paris. Embora não tenha pintado muito, o pintor aprendeu com e foi influenciado por diversos pintores. Artistas como: Van Gogh, Paul Cézanne, Pablo Picasso, entre outros.
Assim que voltou ao Brasil, trabalhou como nunca. Nessa época, pintou um dos quadros mais famosos de sua carreira: Lavrador de Café. Portinari retratou força, movimento e desafio. O artista pintou o trabalhador como se ele estivesse unido à terra vermelha. As cores da tela são vivas, retratando uma paisagem vasta e chamativa, típica da natureza brasileira.
Outra característica que chama atenção são os grandes pés do negro, que sugerem a busca e a conquista da terra. Portinari sugestiona que só alguém com tanta força corporal e os pés tão desenvolvidos pode suportar o difícil trabalho nas lavouras de café.
Como o pintor era preocupado com as causas sociais, está claro que Portinari denunciava os abusos e explorações deste tipo de trabalho. Observando o quadro percebe-se que sua pintura é sem regras, sem formas regulares. Sua maior preocupação é o homem.
Sobre pintar, Portinari uma vez se pronunciou: "...o conteúdo espiritual de um quadro registra a potência de sensibilidade do artista. O lado técnico registra o conhecimento e desenvolvimento da sensibilidade do artista. A técnica é um meio com o qual o artista transmite a sua sensibilidade".
A obra "Lavrador de Café", juntamente com "O retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, foi roubada em 2007 do Museu de Arte de São Paulo. Felizmente, as duas telas foram recuperadas pela Polícia Civil de São Paulo 19 dias depois. Os quadros estavam em Ferraz de Vasconcelos e foram devolvidos aos museu posteriormente.



Ficha Técnica - "Lavrador de Café"

Autor: Cândido Portinari
Onde ver: MASP, São Paulo, Brasil.
Ano: 1934
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 100cm x 81cm
Movimento: Modernismo

sexta-feira, 20 de julho de 2012

365 DIAS DE ARTE


Whaam!, de Roy Lichtenstein

O movimento Pop-Art é um dos movimentos mais conhecidos da história. Suas obras sempre chamam atenção porque são menos convencionais. Por exemplo, Whaam!, de Roy Lichtenstein, que são baseadas nas histórias em quadrinhos americanas.


Lichtenstein baseou esta pintura num desenho do ilustrador Jerry Grandenetti para a capa da 89ª edição da All-American Men of War, publicada pela DC Comics em fevereiro de 1962. Whaam! é uma resposta irreverente e espirituosa à popularidade do expressionismo abstrato nos Estados Unidos.
Lichtenstein quis ironizar este movimento pomposo com temas baseados na arte comercial. Buscava também mostrar a futilidade da sociedade chamando atenção para as histórias que glorificavam a guerra e a destruição.
Sobre a decisão de se inspirar em romances baratos e quadrinhos de guerra, Lichtenstein comentou: "Era difícil fazer um quadro tão desprezível que ninguém quisesse pendurar em sua parede. As pessoas estavam pendurando qualquer coisa. Era quase aceitável pendurar um trapo cheio de tinta... a única coisa que todo mundo detestava era a arte comercial. Mas não o suficiente ao que parece".
No fundo da tela, estão pintados "pontinhos"; utilizados com frequência nas histórias em quadrinhos das décadas de 1950 e 1960. A inclusão de texto na pintura é usada para endossar mais o fato que a obra se baseia na arte comercial.

Ficha Técnica - "Whaam!"

Autor: Roy Lichtenstein
Onde ver: Tate Modern, Londres, Reino Unido
Ano: 1963
Técnica: Acrílico e óleo sobre duas telas
Tamanho: 1,75m x 2,04m (cada tela)
Movimento: Pop Art.

UM POUCO DE... LÍNGUA PORTUGUESA!


quinta-feira, 19 de julho de 2012

365 DIAS DE ARTE


Atrás da Estação Saint Lazare, de Henri Cartier-Bresson


Arte não é só pintura. Pode ser Literatura, Fotografia, Escultura.


Cartier-Bresson é reverenciado até hoje por esta fotografia. Ele capturou o jovem pulando sobre uma poça em pleno ar. A imagem tem uma agradável simetria entre a figura principal e as grades refletidas na água. Além disso, o anúncio à esquerda de acrobatas, a escada, os anéis de metal e o jovem saltando lembram muito o circo.
 A espontaneidade e a beleza da sua composição justificam porque esta é uma das fotos mais famosas do mundo. Sobre ela, o fotógrafo uma vez comentou: "No momento em que o homem pulou, eu estava por acaso olhando com minha câmera através de um buraco na grade."
 No fundo da fotografia, observa-se uma rua pobre, mas Cartier-Bresson a impregna com o alegre caráter de uma cena pastoral idílica. A habilidade do fotógrafo de ver beleza na periferia das grandes cidades era revolucionária.
 Os reflexos nas fotos, como já dito, criaram uma boa simetria para a foto. Cartier-Bresson adorava este equilíbrio a partir de padrões repetitivos. O cotidiano, de certa forma, também é composto de reflexos repetitivos. É como se ele estivesse passando todo o seu gosto por fotos cotidianas, da periferia na própria fotografia.
 Outra coisa que se repete na foto é a figura do acrobata nos dois cartazes atrás da grade. Assim, estes anúncios acabam espelhando a imagem do homem que salta. O cartaz adjacente anuncia um artista chamado Railowsky, criando um trocadilho em inglês e francês com "ferrovia".

Ficha Técnica - "Atrás da estação Saint Lazare"

Autor: Henri Cartier-Bresson
Onde ver: Acervos particulares
Ano: 1932
Técnica: Impressão em prata coloidal
Tamanho: Vários tamanhos
Movimento: Influenciado pelo surrealismo e cubismo