quarta-feira, 18 de julho de 2012

TOME CIÊNCIAS

Até que idade crescemos?


O crescimento dos ossos começa com o nascimento e vai até mais ou menos 20 anos. Porém, o esqueleto não é o único a se modificar. Na adolescência, todo o corpo muda: é a puberdade. Quando ficamos adultos, o corpo não cresce mais.

CURIOSIDADES DA MATEMÁTICA

Papa Matemático?

Você sabia que já existiu um Papa matemático?
Gerbert, geômetra famoso, foi arcebispo de Ravena e subiu à Cátedra de São Pedro no ano 999. Considerado um dos mais sábios do seu tempo, chamou-se Papa Silvestre II. Foi o primeiro a vulgarizar no Ocidente latino o emprego dos algarismos arábicos.
Além da Matemática, dedicou-se ao estudo da astronomia, física, bem como outras ciências, sob o domínio Muçulmano na Espanha. Faleceu em 1003.


365 DIAS DE ARTE


O Terraço do Café à Noite, de Van Gogh



Em 1888, Van Gogh se estabeleceu em Arles, na região de Provença, na França, e pintou esta vibrante cena noturna na Place du Fórum. A ideia de fazer este quadro veio depois de ler num romance de Guy Maupassant a descrição de um café à noite. O pintor desejava transmitir a escuridão de maneira natural, sem usar tinta preta.
Depois de terminar a tela, o artista escreveu ao seu irmão: "Aqui está - um quadro noturno sem ter usado tinta preta, somente maravilhosos azuis, violetas e verdes". Van Gogh aprendeu estas técnicas com os impressionistas, mas pintou suas obras com cores mais vivas e superfícies vagarosamente trabalhadas.
Observe abaixo uma foto do verdadeiro Terraço do Café, no qual inspirou o pintor.

4 detalhes da obra "O Terraço do Café à noite" se destacam:

1 - O céu
Van Gogh aplicava a tinta em camadas grossas sem alisar a superfície. Em vez de desenhar, ele criava suas formas com camadas de empastamento.

2 - O cavalo e os transeuntes
Van Gogh representou o reflexo da lâmpada a gás sobre o cavalo e os transeuntes. O pintor usou a luz para fins decorativos e expressivos do quadro.

3- A sarjeta
O pintor abriu mão da perspectiva para atrair o olhar de quem observa para a composição. A sarjeta é composta de linhas convergentes: a sarjeta aponta para o garçom e está em contraste com as linhas horizontais do piso do café.

4 - O toldo
No quadro, percebem-se duas luzes contrastantes. A das estrelas, mais delicada e poética. Em oposição, enxerga-se a luz forte e artificial, pintada com diferentes tons de amarelo, da lâmpada de gás, que ilumina o toldo.


Ficha Técnica - "O Terraço do café à noite"

Autor: Vincent Van Gogh
Onde ver: Rijksmuseum Kroller-Muller, Otterlo, Holanda.
Ano: 1888
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 81cm x 65,5cm
Movimento: Pós-impressionismo

segunda-feira, 16 de julho de 2012

CURIOSIDADES DA MATEMÁTICA

Multiplicação gentil



Observe este número: 21578943
Note que ele apresenta todos os dígitos significativos, menos o 6. Agora o multiplique por 6.

21578943 x 6 = 129473658

Veja que no resultado aparecem todos os dígitos significativos, inclusive o 6. Ou seja, a multiplicação, por ser gentil, possibilitou a entrada do dígito 6 no número anterior.

TOME CIÊNCIAS

Por que perdemos os dentes de leite?

Desde o nascimento, as raízes dos dentes de leite e dos dentes definitivos estão dentro das gengivas. Os dentes de leite nascem entre os 6 meses e os 2 anos de idade. Perto dos 6 anos, as raízes dos dentes definitivos se desenvolvem e os dentes de leite caem para dar lugar a eles.


365 DIAS DE ARTE


O Carregamento da Cruz, de Simone Martini


Também conhecida como "O Caminho do Calvário", esta pintura é um dos painéis laterais sobreviventes do quadríptico (grupo de quatro imagens unidas de modo linear, retangular ou em arranjos) de Simone Martini que mostra a Paixão de Cristo. Embora faça parte de um grupo de pinturas acopladas, "O Carregamento da Cruz" é considerada peça única.
A obra de arte retrata o momento em que Cristo é levado por soldados para fora de Jerusalém para ser crucificado. Cristo está acompanhado da Virgem Maria que é empurrada com violência por um soldado e amparada por São João (à esquerda da tela, vestida de azul escuro). Percebe-se que Cristo está inclinando seu rosto para sua mãe. Desta forma, Martini estabelece uma cumplicidade terna entre os dois personagens. A tristeza e violência deste ato destacam a tragicidade da cena.
Além da Virgem, Cristo também está acompanhado por Maria Madalena, que levanta os braços para o céu num gesto de dor e compaixão. O contraste entre o apelo impotente por misericórdia feito por Maria e as afiadas pontas das lanças de madeira dramatiza a violência e a força do destino iminente de Cristo.
Outro detalhe importante da obra é a cruz. Ela não está somente apoiada em Cristo, mas sobre toda a multidão, sugerindo que toda a humanidade carrega o peso da cruz. Além disso, a descrição viva do objeto de madeira, juntamente com seu grande peso simbólico, caracteriza o estilo gótico internacional.
O caos da composição demasiadamente agrupada é equilibrado pelos tons de vermelho (usados por Cristo e Maria Madalena), dourado e azul. Embora trágica, a obra é lírica, elegante e viva; mostrando toda a genialidade de Simone Martini, um dos mais importantes pintores do estilo gótico internacional.

Ficha Técnica - O Carregamento da Cruz

Autor: Simone Martini
Onde ver: Museu do Louvre, Paris, França
Ano: 1335
Técnica: Têmpera sobre madeira
Tamanho: 30cm x 20,5cm
Movimento: Gótico

sábado, 14 de julho de 2012

365 DIAS DE ARTE

O Beijo, de Gustav Klimt

A obra gerou críticas violentas e foi um fracasso financeiro. Porém, antes do término da exposição, o governo austríaco comprou a pintura para o acervo nacional.


Gustav Klimt era obcecado pelo enlace humano. Com este quadro, Klimt criou sua versão definitiva para este tema que o obcecava. O Beijo é a obra máxima da "fase dourada", com temas decorativos abstratos, feitos com formas geométricas e florais.
Entretanto, a obra gerou críticas violentas e foi um fracasso financeiro. Porém, antes do término da exposição, o governo austríaco comprou a pintura para o acervo nacional.

04 detalhes de "O Beijo" se destacam:

1 - Cabeça dos amantes
Em todas as versões de Klimt para o beijo, o rosto do homem está escondido, o que dá mais ênfase à mulher. Ela está em êxtase, com os olhos fechados. No entanto, alguns afirmam que, pelo fato de sua palidez e sua dolorosa inclinação horizontal da cabeça, ela pode ter sido decapitada. O tema da decapitação era muito comum na arte simbolista.

2 - Pé feminino
O pé saliente da mulher indica que ela está ajoelhada enquanto o homem parece estar de pé. O bizarro é que se ela estivesse em pé, ela seria mais alta que ele.

3 - Fitas Douradas
As fitas douradas que saem dos pés da mulher, provavelmente, foram criados como cachos estilizados de cabelo. Na arte simbolista, as "femmes fatales" costumavam ser retratadas com cabelos extremamente longos, que elas usavam para seduzir suas vítimas.

4 - Arbusto florido
O arbusto de flores é o único vestígio realista no cenário dos amantes. Klimt adorava flores; ele as cultivava em seu jardim sem alguma interferência a fim de admirar seu estado mais primitivo. Esta forma de natureza, no entanto, nunca eram feitas para enfeitar paisagens convencionais.


Ficha Técnica - O Beijo

Autor: Gustav Klimt
Onde ver: Osterreichische Galerie Belvedere, Viena, Áustria.
Ano: 1907 - 1908
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 1,80m x 1,80m
Movimento: Secessionismo

sexta-feira, 13 de julho de 2012

365 DIAS DE ARTE


Ninfeias: Manhãs com Salgueiros Chorões, de Monet


Monet pintou ninfeias por mais de 25 anos de sua vida.

Em 1890, Monet comprou o terreno que alugava em Giverny, cidade francesa. Neste espaço, a família criou um lago com ninfeias e Monet mandou construir um ateliê no local. A partir desta paisagem, o artista pintou cerca de 250 pinturas individuais de ninfeias e imaginou um imenso projeto decorativo que circundasse o observador.
Com o incentivo de seu amigo, o primeiro-ministro francês Georges Clemenceau, ele criou o que foi chamado de "A Capela Sistina do Impressionismo", uma série de murais que representam o lago das ninfeias na cidade onde morava, Giverny.
Um ano após a morte de Monet, em 1927, esses 8 murais foram instalados em dois salões ovais em Paris, no Jardim das Tulherias. Esta enorme tela foi trabalhada pelo artista em seu ateliê durante vários anos. Nela, pode-se observar as maiores preocupações do pintor: água, reflexos e o que ele chama de envelope atmosférico de luz, que inunda todas as cenas.
Sobre as ninfeias, uma vez Monet se pronunciou: "A essência do tema é o espelho de água cuja aparência muda a cada momento". Os cachos das flores, na pintura, em branco, rosa pálido e amarelo que pontuam a superfície se destacam graças a pesadas camadas de tinta. As folhas ao lado das ninfeias, no entanto, foram pintadas com uma camada fina.
Já as folhas pendentes do salgueiro que tocam a superfície da água formam uma trilha contínua e leve. Não é possível distingui-las dos seus reflexos. Pelo fato das folhas se estenderem da margem superior da tela até a inferior, a tela tem um efeito bidimensional, assemelhando-se a um friso.
Ao lado das folhas, está o tronco do salgueiro, de onde elas saem. Monet decidiu diminuir a altura deste tronco para criar uma espécie de moldura para a composição. A superfície pálida e reflexiva da água parece flutuar por trás.
Por fim, outro aspecto da obra que se destaca são os reflexos do céu sobre a água. Monet usa pinceladas livres e entrelaçadas para criar um véu pálido e incrustado de cores iridescentes. O pintor francês omite tanto o céu quanto o horizonte, para criar uma sensação de espaço ambíguo e flutuante.

Ficha Técnica: Ninfeias: manhãs com salgueiros chorões

Autor: Claude Monet.
Onde ver: Museu de l'Orangerie, Paris, França.
Ano: 1915 - 1926
Técnica: Óleo sobre tela.
Tamanho: 2,00m x 4,25m.
Movimento: Impressionismo

quinta-feira, 12 de julho de 2012

365 DIAS DE ARTE


Linhas de Nazca (Beija-flor)


Os Nazcas, embora não apresentem nenhuma estrutura arquitetônica muito relevante, tem como sua principal característica cultural as Linhas de Nazca. A obra dura há mais de 500 séculos e tem mais de 50 metros de comprimento.

As Linhas de Nazca nada mais são do que geoglifos. Eles estão localizados no deserto e no pé do Andes, na planície costeira peruana ao sul de Lima. Esses desenhos enormes no chão consistem em formas geométricas, linhas e imagens de animais e pássaros. O maior deles tem 305m de comprimento.
Os geoglifos estão tão bem preservados porque a planície de Nazca tem o clima seco, sem ventos e está isolada. As linhas foram realizadas removendo-se o óxido de ferro e os pedregulhos do deserto. Desta forma, o solo fica branco e se diferencia, podendo ser visto de longe; como na foto.
Para criar estruturas deste porte, os nazcas devem ter utilizado um sistema de medição topográfica. Acredita-se que eles devem ter construído torres de observação para ver os geoglifos de um ponto mais alto. Já foram descobertas mais de 18 aves; fazendo com que o tema mais comum destes geoglifos sejam os pássaros.
A obra de arte retratada aqui é um beija-flor; a mais reconhecida de todas. O bico comprido é seu traço mais distintivo. Ele termina num grupo de linhas paralelas e a última delas aponta para o nascente no dia 21 de dezembro, solstício de inverno. Os nazcas, provavelmente, usavam os geoglifos como marcadores de um calendário astrológico relacionado às atividades agrícolas.

Ficha Técnica - "Linhas de Nazca"

Autor: Desconhecido
Onde ver: Províncias de Nazca e Pala, Pampas de Jumana, Peru.
Ano: 200 a.c. - 500 d.c.
Técnica: Rochas, pedregulhos e terra.
Tamanho: 50m de comprimento.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

365 DIAS DE ARTE


Três de Maio de 1808, de Francisco de Goya



Este quadro de Goya trata de um acontecimento histórico real. Durante a ocupação francesa na Espanha, um pelotão de fuzilamento da França estava executando madrilenhos comuns como punição pelos atos rebeldes contra a dominação francesa no país.

Com o fundo escuro em medonho contraste com a cena de horror, Goya criou uma cena dramática e expressiva, típica do Romantismo. Alguns dizem que os fuziladores estão de costa porque não mostram compaixão nem emoção para com o ato que estão prestes a cometer. Outros afirmam que Goya não os representou porque não estariam lá por vontade própria, mas por obrigação e imposição de uma força maior, do governante da França na época: Napoleão Bonaparte.
Diferentemente dos franceses, os espanhóis são retratados de modo a provocar a compaixão e identificação do observador. Com um olhar apavorado, o homem de camisa branca levanta os braços num gesto de crucificação que o identifica como Jesus Cristo. Olhando bem para sua mão, pode-se perceber um estigma em seu membro, destacando-o, assim, como um mártir.
As pinceladas mais fortes e expressivas se revelam notavelmente nas roupas dos espanhóis. Principalmente na figura do mártir central e de seu companheiro com a cabeça entre as mãos. Já os franceses estão pintados com cores neutras e mais uniformes. Desta forma, Goya mostra sua simpatia pelos espanhóis.

Ficha Técnica - Três de Maio de 1808

Autor: Francisco de Goya
Onde ver: Museu do Prado, Madri, Espanha.
Ano: 1814
Técnica: Óleo sobre tela
Tamanho: 2,68m x 3,47m
Movimento: Romantismo